Conselhos pela culatra !




Quem aqui não gosta de dar palpites ou conselhos? Na maior boa vontade, com a melhor das intenções, estamos sempre preparados a tentar melhorar o mundo, começando pelas pessoas que estão próximas a nós e que, imaginamos, precisam terrívelmente de nossa não-solicitada ajuda.Mas, como diz aquela velha máxima: "as pessoas não sabem o mal que nos fazem com o bem que nos querem fazer".O insight para esse texto veio quando li aqueles dizeres obrigatórios de uma propaganda de cerveja: "produto destinado a adultos". Será que esse conselho realmente tem efeito positivo?
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No ótimo Yes! 50 Scientifically Proven Ways to Be Persuasive, Cialdini, Goldstein e Martin apresentam diversas técnicas que demonstraram, através de experimentos científicos, de que forma se pode melhorar o poder de persuasão através de abordagens simples e práticas - e também o quanto se erra ao pegar atalhos sugeridos pelo senso-comum. Dentre as cinqüenta técnicas relatadas, uma delas encaixa-se perfeitamente ao tema:Em What common mistakes causes messages to self-destruct? (Que erros comuns fazem com que a mensagem se auto-destrua?) eles ilustram a tendência que as pessoas têm em imitar o comportamento alheio (no que Robert Cialdini chama de Social Proof, em seu brilhante Influence, the psychology of persuasion*).O cerne da questão reside no fato de que campanhas educativas devem destacar atitudes positivas. Quando uma campanha ilustra um comportamento negativo - mesmo que para mostrar que está errado - as pessoas tendem a copiá-lo, por mais que isso pareça um contrasenso.Os autores contam que na década de 1970, a organização Keep America Beautiful veiculou na TV dos EUA uma campanha de combate à degradação do ambiente, exibindo a singela imagem de um índio americano derramando uma lágrima em meio a uma paisagem devastada.O impacto foi tamanho que, anos mais tarde, a mesma empresa fez uma releitura do tema, dessa vez abordando a poluição urbana, especialmente o lixo jogado na rua - coisa que para nosso presidente tem uma importância menor.

Dessa vez, porém, as imagens da imundície pública terminavam com um cartaz do mesmo nativo derramando uma lágrima, além da bem-intencionada frase "De volta por causa da negligência popular". Tocante, mas desastroso!



Por que? Porque apesar de a mensagem aparentemente condenar a atitude dos que jogam lixo na rua, subliminarmente ela lhe dá legitimidade, pois é um comportamento "popular", ou seja, todos fazem. E se todos fazem, eu também posso fazer. Como resultado da campanha a quantidade de lixo acumulada nas ruas (surpreendentemente?) aumentou nas semanas seguintes à sua veiculação.

Parece contra-intuitivo, né? Também achava... Então vamos ao segundo exemplo: o Parque Nacional da Floresta Petrificada, no Arizona, verificou que seus visitantes estavam levando amostras de madeira petrificada de seus domínios, a título de souvenirs. Numa tentativa de reduzir o furto que condenava sua própria existência, a direção do local afixou cartazes dizendo: "Sua herança está sendo vandalizada todos os dias pelo roubo de madeira petrificada, à taxa de catorze toneladas por ano, um pouquinho de cada vez.

"Mais uma vez os elementos da bem-intencionada campanha mostravam o comportamento pernicioso, destacando sua prevalência - e (in)conseqüente aceitação social -, em vez de seu caráter negativo.

Muitos visitantes reagiam, então, pensando: "Puxa, vai acabar! É melhor pegarmos nossa lembrancinha logo..." Os pesquisadores testaram a hipótese do reforço negativo com outra placa dizendo: "Por favor não levem a madeira petrificada do parque, para preservar sua condição natural."Em condições normais, sem placa alguma, o índice de furto era de 2,92% dos visitantes. Com a primeira placa ela aumentou para 7,92% - quase o triplo! - o que provou ser uma estratégia de incentivo ao erro e não de sua prevenção.
Com a segunda placa ela diminuiu para 1,67%.E qual a relação disso com a mensagem dos anúncios de cerveja, que tentam reduzir o consumo de cerveja entre os jovens? Antes de mais nada, percebam que essa frase ("Produto destinado a adultos") sequer menciona qualquer tipo de proibição (prevista em lei, inclusive) - o que também poderia ter um efeito contrário, dada a nossa preferência natural (irracional?) por coisas proibidas.Mas talvez o estímulo oculto mais perigoso seja a associação da bebida com o mundo adulto, com um comportamento associado a pessoas mais velhas. O que um jovem pode querer mais do que se parecer mais velho, reproduzir atitudes adultas? O que é mais adulto do que... beber? Assim, algumas de nossas mensagens precisam ser repensadas de modo a não carregar uma implícita aceitação daquilo que pensamos combater. E isso é tanto mais valioso quanto mais para cima da cadeia de comando você estiver pois, mais do que ninguém, você serve de exemplo!

Hora de decidir!

Hora de decidir

Por Patrus Ananias

Ao primeiro anúncio de desgaste do mercado ancorado no sistema financeiro, algumas empresas reagem prontamente, quase em uma equação de estímulo-resposta, com demissões. À possibilidade de queda no consumo, preserva-se o lucro no mais alto patamar possível a um elevado custo social, com graves consequências para muitas famílias. As notícias sobre recessão ou a mera possibilidade desse quadro no horizonte – próximo ou distante – acionam o instinto de sobrevivência do capital. Mas por quanto tempo mais a economia pode sustentar-se com base em uma visão tão restritiva que desconsidere outras relações na sua composição, tais como a relação com o mundo do trabalho que trate os trabalhadores e trabalhadoras em sua dimensão cidadã e humana?
“É a crise”, responderiam muitos com olhares duvidosos sobre um futuro incerto. A frase soa como terminante. Mas não convence, porque está longe de esgotar o assunto. Etimologicamente, crise vem do grego krísis que, segundo o dicionário Houaiss da língua portuguesa, quer dizer “ação ou faculdade de distinguir, decisão”. Por extensão, a palavra assume a acepção “momento decisivo, difícil”. No latim, crisis significa “momento de decisão, de mudança súbita”. Interessante que a palavra “crise” ganha curso na economia, segundo o mesmo Houaiss, a partir do século 19, justamente na consolidação do sistema capitalista. Em economia, crise designa “grave desequilíbrio conjuntural entre a produção e o consumo, acarretando aviltamento dos preços e/ou da moeda, onda de falências e desemprego, desorganização dos compromissos comerciais”. Mas também há outra acepção na mesma rubrica: “fase de transição entre um surto de prosperidade e outro de depressão, ou vice-versa”.
Não há como negar o sentido guardado na etimologia da palavra. Estamos em um momento de transição, que nos coloca o tempo todo decisões graves a tomar. Como vamos atravessar esse período e o que virá depois depende da nossa postura e das nossas escolhas diante do impasse. Tradicionalmente, as escolhas dos que conduziram a economia mundial passaram ao longe da classe média, pequenos produtores e empresários, trabalhadores, pobres e excluídos. Poucos se enriqueceram muito, criando um grande abismo com os muitos que permaneceram muito pobres. Agora, a crise que se anuncia no centro do sistema capitalista, provocada pela especulação a partir dos países mais desenvolvidos, sela o veredito e confirma que a fórmula estava errada. Afinal, o mercado não é autorregulado, não encontra o equilíbrio adequado por si mesmo. As desigualdades não sustentam a economia por muito tempo.
Por que, então, persistir no erro? Vários segmentos que tiveram bons lucros no período recente, muitos deles com investimentos financiados com recursos de fundos públicos, começam a anunciar e promover demissões, gerando insegurança nos trabalhadores e também na própria sociedade, enquanto o momento deveria ser de fortalecer os laços de solidariedade para sustentar a economia. A crise acaba produzindo a perspectiva de recessão justamente para aqueles que não a produziram. Esse é o erro histórico que não pode mais se repetir, sob pena de sermos cobrados no futuro. No Brasil, o governo do presidente Lula tem adotado uma postura inequívoca ao lado dos mais pobres, mas também de apoio ao setor produtivo da economia, mantendo uma boa linha de diálogo. Mas sabemos o quanto é importante adotar medidas para proteger os mais pobres dos perversos efeitos da crise do sistema financeiro, para que não recaia sobre eles a fatura de mais uma conta e continue alimentando um círculo vicioso de produção de desigualdades que, por sua vez, continuam alimentando situações de crise.
Cabe aos empresários, contudo, fazer também sua parte. Os que optam por anunciar tão rapidamente medidas dramáticas e graves como as demissões acabam se distanciando das soluções mais permanentes. Os que já ganharam muito no passado são agora chamados a contribuir na busca de soluções coletivas e impedir o avanço da crise que ainda não chegou ao Brasil na dimensão que se descortina no mercado internacional. O nosso país está com uma vigorosa capacidade de responder a momentos decisivos como o que vivemos, e é chegada a hora de aproveitar e explorar essa possibilidade. Quando a economia mundial começar a sua recuperação, aqueles que estiverem melhor preparados conseguirão mais espaços nos mercados, tanto interno quanto externo.
Do ponto de vista de cada empresa, aquelas que mantiveram seus funcionários estarão prontas para aproveitar as oportunidades. Do ponto de vista do mercado nacional, os salários dos trabalhadores revertem-se em um mercado consumidor interno com benefícios para todos. No curto prazo, isso pode implicar em reduzir um pouco a margem do lucro para crescer com mais segurança. É importante que se diga: aceitar redução não significa renunciar ao lucro, mas compreender a sua função social dentro da cadeia coletiva de desenvolvimento integral e integrado do país onde todos se beneficiam com a redução de desigualdades.
Lembremos que nas origens do sistema neoliberal que desemboca agora na situação de impasse econômico em que vive o mundo, uma frase era recorrente entre seus defensores para justificar a economia de mercado e renunciar à presença do Estado e dos mecanismos de proteção e regulação sociais: “não há outro caminho”. Com isso, tentaram silenciar por muitos anos alternativas importantes que indicavam outros caminhos, como o que estamos adotando no Brasil, mostrando que é possível dividir o bolo para fazer crescer.
O tempo da economia impõe um descompasso do tempo de reflexão da política, exigindo respostas rápidas, baseando-se na máxima “tempo é dinheiro”. Mas essa própria formulação pode também nos remeter a outra postura. Talvez seja hora de inverter a equação que impõe a velocidade e investir também nesse ativo, o tempo, para buscar, de maneira mais refletida e justa, soluções mais duradouras e coletivas.
Os empresários estão sendo chamados a responder, com mais efetividade, ao discurso da responsabilidade social, e isso exige uma postura coerente e com medidas práticas, para dentro e para fora das empresas, a começar pelas justas relações trabalhistas que estabelecem com seus empregados. Por consequência, implica na consciência do impacto que significa a geração e eliminação de postos de trabalho para o setor econômico e para o país inteiro. Nossa responsabilidade é com nossa nação. Zelar por ela é dever do Estado compartilhado por todos. Que saibamos responder a esse chamado, no momento em que todos – governo e sociedade – estamos desafiados a construir novos patamares para uma sociedade que garanta mais justiça e segurança para todos. Façamos as escolhas certas!

Patrus Ananias: Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Lei Cidade Limpa

A lei Cidade Limpa completou um ano em São Paulo. Com o balanço, a administração municipal tenta facilitar a adaptação com alternativas que chegam até a zerar o IPTU do local enquadrado nas novas determinações. Comerciantes e publicitários tiveram que se adaptar a nova realidade e criar alternativas para divulgar seus produtos sem infligir à lei. A Mídia Indoor é a saída para muitos deles pelas facilidades e preços baixos. O que você costuma fazer no banheiro? Não, a pergunta não é para assustar. O banheiro é o lugar que todo mundo vai. Ou, pelo menos, precisa ir. Mas o ambiente, além da utilidade funcional, pode ser um lugar para reflexão ou, quem sabe, adquirir novos conhecimentos. Através de quadros colocados em locais estratégicos, em banheiros de bares e restaurantes, o público assimila as mensagens dos anunciantes. De acordo com pesquisas do Ibope, uma pessoa disponibiliza até 4 segundos da atenção para ler um anúncio. Dentro de banheiros, esse tempo sobe para até 3 minutos. A Mídia Indoor carrega a proposta de transformar objetos e lugares óbvios em pontos de atenção, e impactos: idéias que atraem na primeira olhada e fixam o conteúdo. O objetivo é que a propaganda chegue ao consumidor final em situações cotidianas e momentos de descontração. A divulgação do produto pode estar em um simples descanso de copos, no uniforme da brigada ou em quadros que podem ser fixados em áreas de grande concentração ou circulação de pessoas. Ações de sampling ativo e receptivo, TVs Instaladas em locais stratégicos, Radio Indoor, toalhas americanas, estamparia adesivo de chão, balcão, mesa ou espelho, fizeram da Mídia Indoor, uma inovadora deste promissor mercado.
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Comportamento do Consumidor!

Comportamento do Consumidor!
Fonte POPAI-Brasil

• 83% de decisão de marca é tomada no ponto de venda
(fonte POPAI-Brasil - o consumidor é altamente sugestionável, podendo trocar de marca conforme o esforço aplicado)

• 53% dos consumidores fazem compras sem lista
(fonte ACNielsen 2001)

• 83% comprariam um produto após uma degustação satisfatória, independente do preço
(fonte M&M 2/4/01)
Quais os sinais que devemos perceber?

1. Consumidores estão sujeitos à compra por impulso, se corretamente estimulados;

2. Não possuem dinheiro para viagens e passeios, porém possuem o suficiente para o abastecimento e apreciam conforto, atenção e limpeza;

3. Consideram o PDV uma opção de lazer e entretenimento;

4. O ponto-de-venda é o único local que permite a Experiência com o produto, o que gera credibilidade.

5. A compra emocional é muito mais lucrativa do que a racional/mecânica (camisetas chinesas de US$ 1,00 são vendidas a US$ 35,00 na Disney)

6. A elevação do ticket médio é possível;

7. O aumento do tempo de permanência na loja também é possível e traz lucros;

8. O consumidor é fiel às lojas mais próximas e precisa ser cativado;

Mídias Sensoriais - Visão
83% da percepção do consumidor vêm pela visão.

Mídias Sensoriais - Audição
11% da percepção do consumidor vêm pela audição.

Mídias Sensoriais – Paladar
A degustação possui 49% de lembrança pelo consumidor. (POPAI 1998)
83% dos consumidores comprariam um produto após uma degustação satisfatória, independente do preço (Nielsen2001)

Mídias Sensoriais – Tato e Interatividade
O PDV é a única mídia que permite a “experiência de compra” por parte do consumidor. (Gilberto Strunck, membro do conselho POPAI-Brasil)
“O que a propaganda promete, o PDV entrega.”
(Antonio Carlos Valle, VP Ética POPAI-Brasil)

Mídias Sensoriais – Olfato
O olfato é o sentido mais subliminar e primitivo do homem. Determinados aromas nos remetem a sensações de fome e desejo de consumo.

Mídias Sensoriais – Olfato
• Canhões de aroma – perfumes, sabonetes
• Cheiro natural de pão fresco, café, pipoca... Área de alimentação – irresistível!

Tematização (elementos)

• Temas como África, Caribe, náutica, floresta, Halloween e espaço sideral transformam a loja
em um ambiente mágico, aonde o consumidor pode viver momentos de lazer.
• O resultado é o aumento de vendas e valor agregado aos produtos.
• A tematização e a ambientação retêm o consumidor.

Conclusões finais

• As tecnologias atuais permitem transformar o PDV num teatro apaixonante e envolvente, a custos acessíveis.
• Descontos é a pior alternativa para a construção de uma marca.
• A aplicação destes conceitos requer arrojo, pesquisa e interesse.
• Toda a cadeia produtiva e de distribuição precisa estar do mesmo lado, para conquistar o consumidor.

Superação e liderança em tempos de crise

Superação e liderança em tempos de crise


Por A.J. Limão Ervilha - www.administradores.com.br

Nada mais verdadeiro do que mostrar uma atitude positiva na superação de crises. Somente aquele que chora por “um resto de esperança” é que fica “sentado à beira do caminho”, como diz a música.A meu ver, a palavra esperança deveria ser banida da língua portuguesa. E é justamente em tempos de crise que surgem os esperançosos. Pessoas que se colocam à mercê da providência divina, e ficam esperando que as coisas mudem ou até mesmo que a solução caia no colo. A palavra que norteia – ou pelo menos deveria nortear - os seres humanos é necessidade. A necessidade faz com que se tenha que correr atrás, para supri-la, porque deriva de uma carência ou da falta de algo. A palavra que devemos celebrar em nossa língua é expectativa. Quando eu disse isso numa palestra em Recife, uma participante me procurou depois e disse: “Que coisa horrível você disse, eu tenho esperança, eu espero engravidar, quero ter filhos”. Perguntei-lhe se ela estava fazendo alguma coisa para que isso acontecesse, ao que me respondeu: “Sim, vou ao médico, faço exames, tiro minha temperatura, tenho relação sexual no período de ovulação”... Então eu lhe disse: “Você não tem esperança, tem expectativa, porque está tomando atitude, fazendo uma série de coisas para o que quer aconteça”. E o resultado foi melhor do que ela podia imaginar: teve gêmeos. Princípios para o líder enfrentar a criseConhecemos o líder em momentos de crise. Alguns ficam entrincheirados em suas mesas, analisando relatórios, dados e orçamentos, esperando que a situação mude. Outros não. Procuram agir sobre os acontecimentos, tomam atitudes, fazem as coisas acontecerem, colocam-se frente aos problemas, criando expectativas. Vejamos os três princípios para superar uma crise:1º. Seja engajado e engaje as pessoas. Lidere a partir do exemplo, mostre-se à equipe, discuta sinceramente os problemas. Comunique-se permanentemente com seus liderados. Contagie as pessoas com uma atitude positiva. A verdade é que se agir sobre os fatos, mudará a realidade.2º. Crie uma visão, uma direção, um significado. Visualize um quadro futuro e comunique-se com convicção e entusiasmo contagiantes. Isso inspira as pessoas e as fazem suportar as dificuldades, superando-as. Moisés trabalhou a visão da terra prometida e assim o povo suportou o deserto. No início do ano, Lula disse que “Em 2010 nós já teremos esquecido da crise”, numa atitude clara de estabelecer uma visão. 3º. Mexa com a equipe. A hierarquia é o maior inimigo da crise. Esperar ordens serem dadas não funciona. Atitude sim. Discuta os problemas com a equipe, procurem a solução juntos. Deixe-os participarem. Um bom exemplo é a exploração do Pólo Sul, quando tivemos na corrida dois líderes, Scoth e Amundsen. Scoth, era militar, seu comando era rígido e somente ele dava ordens. Todos morreram de fome e de frio na tentativa da chegada. Amundsen discutia com seus liderados, aceitava as melhores ideias e as executava. Assim, chegou ao Pólo Sul e voltou com vida. Ele e a sua equipe.Extraia o que há de melhor nas pessoas, as inclua. Isso gera motivação e estímulo para tomar atitudes, criando expectativas, buscando soluções. É esse “o seu papel de líder em tempos de crise”.
A. J. Limão Ervilha é consultor do IDORT, professor, palestrante e autor de livros sobre liderança.

O que os clientes querem?

O que os clientes querem?
Estudos revelam as expectativas dos anunciantes em relação aos serviços prestados por agências de marketing

Em momentos de crise, discutir a relação é essencial para a preservação do casamento. E foi pensando nisso que no último mês de maio surgiram no mercado dois estudos distintos, mas com um objetivo em comum: entender o nível de satisfação e o que falta nos relacionamentos entre anunciantes e agências de marketing.O primeiro, realizado pela Ampro (Associação de Marketing Promocional) em parceria com o Ibope Inteligência, contou com a participação de coordenadores, gerentes e diretores de promoção, marketing e trademarketing de 100 empresas nos segmentos de serviços, indústria e comércio. “Para 78% dos entrevistados, a propaganda em mídia impressa e eletrônica já não é mais suficiente para promover ou vender um produto ou marca, sendo que 63% dos participantes concordam que a tendência será destinar uma verba maior para as atividades promocionais”, comenta o vice-presidente executivo da Ampro, Auli De Vitto. “A pesquisa também apontou que a crise econômica acelerou a migração das verbas publicitárias para as ações promocionais, já que 51% dos entrevistados afirmaram destinar mais de 60% de suas verbas para promoção.” No ano passado, esse índice foi de 46%. “Em anos turbulentos, as ações direcionadas do marketing de guerrilha funcionam melhor, pois permitem um controle maior do retorno.” Assim, o mercado de marketing promocional deverá movimentar R$ 30 bilhões em 2009, atingindo o mesmo patamar de crescimento que em 2007 (13%). Entre os pesquisados, 58% deverão manter seus investimentos em ações promocionais; outros 22% demonstraram a intenção de aumentar a verba destinada ao setor. Já no quesito publicidade, 34% das empresas disseram que pretendem cortar os gastos e apenas 12% afirmaram que deverão aumentar a verba publicitária. Para 67% dos anunciantes, o marketing promocional não é o negócio das agências de propaganda, que ganham mais com as negociações de mídia. “Na opinião de 71% dos entrevistados, não vale a pena contratar uma agência de propaganda para desenvolver uma ação promocional, porque ela acaba subcontratando outros fornecedores para a realização do projeto.”De Vitto cita ainda a melhor relação de custo e benefício das campanhas promocionais como um diferencial para 51% das empresas. A maioria dos entrevistados considera também que a promoção é o melhor instrumento para atingir as classes C, D e E. “Uma das principais características desse tipo de ação é a possibilidade de avaliar o feedback do cliente, além de atualizar e ampliar os bancos de dados dos anunciantes.”Outro destaque da pesquisa da Ampro é o crescimento das ações de marketing digital: 56% dos entrevistados apontaram a área como a principal tendência do setor promocional nos próximos anos. Em segundo lugar, aparecem as ações no ponto de venda (51%), seguidas das atividades de marketing de incentivo (46%). “Está ocorrendo uma grande convergência das ações com os meios, principalmente, em relação à utilização do mobile marketing, que permite uma maior interação com o consumidor final”, acrescenta o VP da Ampro.
Em comparação ao último estudo da Ampro, feito em 2007, a liderança do ranking de atividades promocionais mais utilizadas pelos anunciantes continua ocupada pelas ações no ponto de venda (com 73% dos votos), seguidas de aquisição e logística de brindes e prêmios (56%) e eventos (55%). “Como efeito da crise, notamos um aumento significativo na contratação de ações de marketing de incentivo, que subiu de 25%, em 2007, para 32%, este ano. Isso ocorre porque em época de crise a ferramenta funciona como um fator motivador, um elo de relacionamento entre as empresas e seus canais de distribuição”, explica De Vitto.

Agências x anunciantes
Enquanto o estudo da Ampro teve o marketing promocional como foco, o levantamento promovido pelo Grupo Consultores, empresa espanhola de consultoria, englobou diversas áreas do marketing, como publicidade, promoção e eventos, marketing direto, marketing de relacionamento e marketing digital. Realizado com os 350 maiores anunciantes do Brasil, o estudo foi produzido entre os meses de abril e agosto de 2008.
Segundo a pesquisa, 82% dos entrevistados declararam estarem satisfeitos com os serviços que recebem, enquanto 9% indicaram algum tipo de insatisfação no relacionamento entre agência e anunciante. “Num futuro próximo, 50 anunciantes mudarão suas contas das agências atuais e o principal motivo é a falta de um serviço adequado, que vai desde a atenção ao cliente até o cumprimento de prazos”, salienta a diretora do Grupo Consultores, Graziela Di Giorgi.
Em relação à integração das ferramentas de marketing, 54% gostariam de serem atendidos por uma única agência que oferecesse todas as disciplinas de comunicação, enquanto 45% se posicionaram contrários a esse modelo de negócios. As empresas revelaram ainda terem investido R$ 22,3 milhões em mídia, contra R$ 35 milhões em comunicação integrada em 2008. “Enquanto em mídia o mercado registrou um investimento de R$2,21 a cada R$100,00 de venda, no quesito comunicação integrada este valor é de R$3,45 a cada R$100,00 vendido.”
Graziela entrevistou pessoalmente 246 dos 350 anunciantes que participaram do estudo com o intuito de aprofundar a análise da imagem das agências de marketing e dos serviços prestados por elas. “Bom atendimento (82,3%), criatividade (71,4%) e trabalho com agilidade (71,1%) são os três principais atributos das agências que prestam serviços de marketing para esses anunciantes.”
De acordo com a diretora do Grupo Consultores, os critérios mais valorizados durante o processo de seleção de uma agência são: análise de cases já realizados (54,9%); entendimento do negócio e do target (22,9%); e inovação e criatividade (22,3%). O panorama muda quando a questão é o perfil da agência ideal. Em primeiro lugar, ela precisa ser criativa (na opinião de 59,4% dos anunciantes). O segundo item mais relevante é apresentar um bom serviço (43,7%), seguido de planejamento estratégico (38,3%), conhecimento do mercado (38%), cumprimento de prazos (31,7%), eficácia (22,3%), rentabilidade (13,7%) e proatividade (11,7%). Conclusão: “Os anunciantes querem ver a pertinência que a agência traz para o negócio deles. O que falta para o mercado é apresentar soluções com resultado”, observa Graziela.
Já no estudo da Ampro, as maiores expectativas dos anunciantes em relação aos serviços prestados por uma agência de marketing promocional são: realizar o planejamento estratégico (29%); apresentar novos conceitos e técnicas inovadoras (19%); e ter um maior conhecimento do comportamento do público alvo (17%) e do produto (11%). Resultado: “O cliente espera um envolvimento maior das agências de promoção na área de planejamento estratégico, além de conteúdos promocionais com temas inovadores”, assegura De Vitto.